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Abicom aponta defasagem nos preços do diesel e da gasolina

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) publicou documento nesta quinta (27/1) em que aponta uma defasagem média de 8% no óleo diesel e de 9% na gasolina, na comparação entre o preço doméstico e o Preço de Paridade de Importação (PPI). A entidade chama atenção para a alta do dólar e do petróleo no mercado internacional.


— “Com a alta do câmbio e também dos preços de referência da gasolina e do óleo no mercado internacional, os diferenciais para óleo diesel e gasolina sustentam cenário de arbitragens negativas, inviabilizando operações de importação”.


— Isso demanda, para a Abicom, um reajuste imediato dos preços da gasolina e do diesel praticados pela Petrobras. Há 17 dias, a empresa aumentou a gasolina em 4,9% e o óleo diesel em 8,1%.


— A Abicom afirma que o câmbio, que fechou com ligeira redução na sessão de ontem, ainda opera em patamar elevado, pressionando os preços domésticos dos produtos importados. Quanto ao petróleo, “a oferta apertada segue pressionando os preços futuros”. Nessa quarta (26/1), os futuros do petróleo tocaram US$ 90 o barril, segundo a Reuters.


Governadores mantêm congelamento do ICMS dos combustíveis Os governadores decidiram, nessa quarta (26/1), prorrogar por mais dois meses o congelamento do ICMS cobrado sobre os combustíveis. O primeiro prazo, de 90 dias, que entrou em vigor em novembro do ano passado, venceria em 31 de janeiro.


— Os governadores anteciparam decisão que estava prevista para esta quinta (27/1), durante a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ). Até o início da tarde de ontem, pelo menos 21 governadores haviam assinado uma carta apoiando a prorrogação do congelamento.


— Os chefes dos Executivos estaduais decidiram estender o prazo devido ao novo cenário de valorização do barril de petróleo. Também cobram do Legislativo a criação do fundo de estabilização dos preços, que está em discussão no Congresso. E reforçam a crítica à política de Preço de Paridade de Importação (PPI) dla Petrobras.


— Inicialmente, após o aumento dos preços da Petrobras, os governadores anunciaram que não prorrogariam o congelamento do ICMS. O ano eleitoral, porém, gerou impasse entre os estados.


— Os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema, e de Santa Catarina, Carlos Moisés, chegaram a anunciar que manteriam o congelamento do ICMS para além de 31 de janeiro.


— Ontem, Bolsonaro voltou a afirmar que “acertou” com a Economia a PEC dos Combustíveis para zerar os impostos federais dos combustíveis e da energia, retirando a arrecadação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).


— E disse novamente que vai “zerar” os impostos apenas do diesel; e não da gasolina. Ainda admitiu que a intenção é autorizar os estados a fazer o mesmo, reduzindo o ICMS sem necessidade de compensação, o que enfrenta resistência dos estados.


Fonte: EPBR

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