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Alta de oportunidade do etanol na usina vai ser tiro no pé contra tênue competitividade

O etanol voltou a ficar mais competitivo frente à gasolina, mas o apetite da cadeia por preços pode começar a ameaçar. O consumidor não é bobo e a nova presidência da Petrobras tem cara de que vai ser mais retranqueira na elevação dos derivados de petróleo.

O hidratado vem de três altas fortes semanais, dobrando na última, e preços diários também refletidos nas distribuidoras, contra uma tênue paridade de 68% do preço da gasolina na bomba.

Esse percentual podia ser atribuído à média verificada na manhã de sexta, segundo o CEO da Datagro, Plínio Nastari, disse ao Money Times. Isso em regiões mais competitivas de postos e ainda há lugares com paridade pouco acima de 70%, o nível desejável de competitividade.

Contudo, os valores que o Cepea registrou, no acumulado da semana na porta da fábrica, de mais de 8% de alta (R$ 3,8366/litro) – contra dois períodos seguidos acima de 4% -, podem começar a chegar aos postos a partir de segunda (18), já que as distribuidoras de Paulínia (SP), também devolveram os repasses aos seus clientes.

O último reajuste da gasolina, em 19%, deu essa força à cadeia, porém o início de safra está sendo mais alcooleiro e o consumo não vinha alto, até o aumento dado pela Petrobras (PETR4), a ponto de se tentar fazer acreditar que os estoques estão minguados.

Os preços de oportunidade podem acabar sendo um tiro no pé e, mais uma vez, dar argumento para o setor ser criticado e abalar a imagem junto ao consumidor.

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