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Com tensão, preço do petróleo avança e pressiona reajuste no país

Escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia deixa mercado em alerta e já se reflete no aumento do barril de petróleo


O aumento da tensão entre Rússia e Ucrânia nos últimos dias já se reflete no mercado de combustíveis e pode pressionar o reajuste da gasolina, do diesel e do gás no Brasil. Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (21), aumentando as preocupações com a oferta, que mantiveram os valores do combustível fóssil perto de US$ 100 o barril.


O petróleo Brent subiu US$ 1,85, para fechar a US$ 95,39 o barril. O petróleo dos EUA (WTI) avançou mais de US$ 2, para US$ 93,95 o barril. Somente em janeiro, o combustível fóssil acumula alta de 15%.


O risco de sanções dos Estados Unidos e Europa sobre a Rússia, um dos maiores países produtores de petróleo e gás, já fez com que o preço do barril chegasse ao nível mais alto em sete anos. Caso ocorra uma guerra, o principal impacto será justamente nas cotações do petróleo, energia e gás. A expectativa é que o valor do barril chegue a US$ 120.


Esse cenário deve se refletir no encarecimento dos combustíveis no Brasil, já que um dos critérios adotados pela Petrobras para a definição dos valores cobrados nas refinarias é justamente a cotação do petróleo no mercado internacional. Questionada pelo R7, a estatal afirmou que "não antecipa informações de reajustes, que são anunciados cerca de 24 horas antes de entrarem em vigor".


Os preços de combustíveis foram os principais vilões da inflação em 2021, com disparada de 49% entre os meses de janeiro e dezembro. Os destaques partiram do etanol (+62,2%), da gasolina (+47,5%) e do diesel (+46%), de acordo com dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Impasse


O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira que o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordaram em princípio com uma cúpula sobre a Ucrânia, mas o Kremlin disse que não há planos imediatos.


O Kremlin anunciou que Putin assinaria um decreto com o reconhecimento de duas regiões separatistas no leste da Ucrânia como independentes. A União Europeia advertiu que consideraria estabelecer sanções se as regiões fossem reconhecidas como independentes.


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