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Dólar passa a subir e chega a R$ 5,66

Na terça-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,48%, a R$ 5,6372, fechando o mês de novembro com leve recuo de 0,18%.


O dólar passou a subir nesta quarta-feira (1), apesar algum alívio nos temores globais sobre a variante Ômicron do coronavírus, enquanto a votação da PEC dos Precatórios no plenário do Senado atrai atenções ao longo do dia.


Às 15h53, a moeda norte-americana subia 0,50%, vendida a R$ 5,6653. Na máxima ao longo do dia, chegou a R$ 5,6693. Veja mais cotações.

Na terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,48%, a R$ 5,6372, acumulando recuo de 0,18% em novembro. No ano, porém, tem alta de 8,68%.


Cenário

No exterior, crescem as apostas de uma redução mais acelerada de estímulos nos Estados Unidos, mesmo num momento em que temores sobre a variante Ômicron do coronavírus.

O Fed deu início à redução de estímulos no início deste mês e anunciou um cronograma de cortes que prevê sua conclusão em meados de 2022, mas é esperado que o banco revisite esse cronograma em sua próxima reunião, que acontece em duas semanas.


Os preços do petróleo subiam mais de 4% nesta quarta, recuperando boa parte das perdas da véspera.

Na cena local, o mercado segue de olho na tramitação da PEC dos Precatórios, que tem votação prevista para esta tarde no plenário do Senado.


Considerada prioritária pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, a proposta altera o prazo de correção do teto de gastos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que abriria espaço fiscal para o pagamento de auxílio de R$ 400 por família em 2022, mas é amplamente vista como prejudicial à credibilidade fiscal do país, já que modificaria a principal âncora para os gastos do governo.


Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) projeta crescimento de 5% do PIB (Produto Interno Bruto) o Brasil neste ano e de 1,4% em 2022 – bem abaixo da média global (4,5%) e o menor entre os países do G20.


A OCDE alertou que "a incerteza política prolongada e o aumento do risco fiscal podem minar a credibilidade das regras fiscais, desancorar as expectativas de inflação e reduzir o crescimento do investimento" no Brasil.


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nos próximos dias 7 e 8 de dezembro para deliberar sobre a taxa básica de juros. A expectativa é de novo acréscimo de 1,50 ponto percentual (que levaria a taxa para 9,25% ao ano), mas no mercado há quem espere elevação de até 2 pontos percentuais.


Fonte: G1

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