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Empresários tentam evitar aumento do combustível e obtêm apoio de Mauro

Base de cálculo está congelada em todo o país desde novembro de 2021 por um convênio do Confaz, cuja validade termina no próximo dia 31 de janeiro


A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e as entidades representativas do setor comercial de Mato Grosso se reuniram hoje (24) com o governador Mauro Mendes (DEM) para pedir apoio à manutenção do congelamento do chamado Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) dos combustíveis no Estado – que a base de cálculo sobre a qual incide o ICMS cobrado sobre o produto.


Essa base de cálculo está congelada em todo o país desde novembro de 2021 por um convênio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), cuja validade termina no próximo dia 31 de janeiro. Com isso, o PMPF voltaria a flutuar, com tendência de aumento, o que impactaria diretamente do o preço final dos combustíveis.


As entidades Fiemt, Fecomércio, Facmat, FCDL, CDL Cuiabá e ACC Cuiabá defendem quatro principais argumentos. O primeiro é o impacto que diversos setores econômicos já estão sentindo com o alto número de afastamentos provocados pelo aumento dos casos de covid-19. As instituições também ponderam que o Estado de Mato Grosso teve um aumento de 54% na receita oriunda do item combustíveis entre 2020 e 2021, saltando de R$2,68 para R$4,14 bilhões, valor recorde na série histórica.


As entidades lembram ainda que o modelo de tributação dos combustíveis no Brasil é diretamente proporcional à variação do preço do barril de petróleo, que está no maior patamar dos últimos sete anos, pressionando os tributos para cima. Além disso, como em todo início de ano, a população já está exposta a diversos encargos e pagamentos, além de muitas categorias profissionais iniciarem agora a negociação das convenções coletivas, que são diretamente impactadas por quaisquer aumentos de preços.


O governador se declarou favorável ao congelamento. O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, informou que há uma reunião do Confaz agendada para o dia 27 para votar a prorrogação. "Não só defendo como estamos trabalhando para que isso aconteça", afirmou Mauro Mendes.


Dia 27 é o limite da divulgação do próximo PMPF, o que acentua a expectativa dos setores. O impacto estimado hoje, caso o congelamento não seja prorrogado por chegar a 9% no PMPF, o que se refletiria em 6 a 8 centavos na bomba.


O presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, elogiou a postura adotada pelo Governo de Mato Grosso, que tem sido referência nacional na condução de um amplo programa de desoneração tributária.


"O PMPF congelado contribui para a estabilidade dos preços dos combustíveis ao consumidor final e para o setor produtivo, o que neste momento é essencial para estimular a nossa economia, ao menos até que seja possível retomarmos a normalidade”, afirma.

Além de Gustavo, participaram da reunião representando a Fiemt os vice-presidentes Rafael Mason e Carlos Avallone.


Fonte: RD News

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