• O Globo

Entidades do etanol alertam governo sobre queda na produção e pedem extinção de taxa para importação

Pressionado pela escalada dos preços dos combustíveis, o governo está diante de mais um desafio, agora envolvendo o etanol. Em ofício enviado a Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Arthur Lira, importadores e grandes distribuidoras dizem que, entre outubro e abril de 2022, haverá déficit de 900 mil metros cúbicos na capacidade nacional de produção do produto. O impacto maior será nas regiões Norte e Nordeste.


O problema é causado pela estiagem e pela quebra na safra da região Centro-Sul, uma vez que a geração do biocombustível é sazonal e não-coincidente em todo o território. Para lidar com a situação, a solução é importar etanol, o que é feito corriqueiramente. Só que, ao contrário do que ocorria em outros anos, o governo agora cobra uma taxa de 20% para a importação, o que impacta não só o preço do produto nas bombas, mas o da gasolina.


No ofício, os representantes do setor solicitam que o governo elimine a taxa, em vigor desde dezembro de 2020. Alegam que isso garantiria uma redução de R$ 0,18 por litro no custo gasolina. Para mexer na alíquota, não é necessário apelar aos governadores ou ao Congresso, mas que a Camex (Câmara de Comércio Exterior) do governo federal emita uma portaria.


Assinam o ofício a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom), a Ipiranga e a Vibra Energia (antiga BR Distribuidora), que representam 85% do mercado de fornecimento de combustíveis.

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