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Etanol: recuperação da demanda e atraso no início de safra pode fortalecer preços

Com a queda no preço do etanol, a expectativa é de aumento na demanda do biocombustível para as próximas semanas. De acordo com análise do Itaú BBA, em Paulínia os preços do hidratado sem impostos encerrou a segunda-feira, 10, em R$3,40/l, queda de 1% no comparativo com 13/dez.


Na semana anterior ao natal as cotações tiveram um leve fortalecimento com as compras pelas distribuidoras antecipando os feriados, que sazonalmente é um período de maior consumo. Após as festividades, as negociações arrefeceram e as cotações se mantiveram com poucas variações.


Em relação a demanda, o último dado de vendas de combustíveis pela ANP referente à novembro de 2021 apresentou redução de 4,8% no Ciclo Otto, comparado com o mesmo mês de 2020. Mesmo com a queda no mês, o acumulado do ano ainda cresce 4,4% em relação a 2020.


As vendas de etanol hidratado no mês de novembro apresentou o menor volume de saídas em um mês desde 2017, com pouco menos de 1,1 bilhão de litros, redução de 36,7% no comparativo com novembro de 2020.


As quedas de preços causadas pela redução da demanda, começaram a se tornar mais visível para os consumidores com a redução das cotações nas bombas e a diminuição das paridades com a gasolina. Porém, mesmo com o etanol mais barato, as paridades ainda continuam favoráveis para a gasolina em todos os estados brasileiros.


Para as próximas semanas, de acordo com o Itaú BBA, a expectativa é de recuperação da demanda com os preços menores dos combustíveis nos postos. Do lado das usinas, o retorno da demanda e a estimativa de atraso no início da safra 2022/23 tende a fortalecer os preços do etanol.


“Além disso, com a alta dos preços do petróleo, a Petrobras anunciou nesta terça-feira (11/1) elevação do preço médio da gasolina A nas refinarias em R$ 0,15/l, representando aumento de 5%”, afirmam os analistas.


Fonte: RPA News.

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