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Gasolina e diesel estão com preços defasados, queixam-se importadores

Poder 360 – Os preços de gasolina e diesel vendidos pela Petrobras a distribuidoras estão abaixo do mercado internacional, disse Sérgio Araújo, presidente-executivo Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) ao Poder360.


A defasagem da gasolina é de 11% em relação ao preço de referência no Golfo do México nos Estados Unidos. No caso do diesel, a diferença apontada é de 17%.


A Petrobras aumentou os preços da gasolina e do gás de cozinha do sábado (9.out.2021). O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende mudança nas regras do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para baixar o preço dos combustíveis.


Mesmo com o aumento da gasolina nas refinarias, segundo Araújo, a diferença em relação à importação persiste.


A defasagem é a razão, segundo Araújo, para que 83% das importações em agosto tenham sido feitas pela Petrobras.


“Não vale a pena para ninguém importar. A Petrobras está recorrendo ao mercado externo para evitar o desabastecimento, mas vende abaixo do custo. O Conselho da empresa vai ter que analisar isso”, afirmou o representante dos importadores.


A Petrobras afirmou por meio de resposta escrita ao Poder360 que busca o alinhamento dos preços no país ao mercado global, mas que isso não é feito de forma imediata.


Eis a íntegra da resposta:


“Os preços de gasolina e diesel praticados pela Petrobras buscam o alinhamento ao valor dos produtos no mercado global, ao mesmo tempo em que evitamos o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais. A Petrobras reitera compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com os mercados internacionais, o que pode ser comprovado pela continuidade das importações de gasolina e diesel por diversos agentes, distribuidoras e trading companies.


Sobre as declarações da Abicom, vale observar que os custos efetivos de importação variam de agente para agente, dependendo de características como, por exemplo, o acesso a infraestrutura logística e a escala de atuação. Por esse motivo, as declarações da Abicom devem ser vistas com cautela, por representar apenas uma parte dos competidores na importação.”


Exportação


O Brasil exporta petróleo e derivados mais do que importa. É um exportador líquido. Nem todas as refinarias estão adaptadas para o petróleo produzido no Brasil. Por isso uma parte do consumo vem de fora.


Segundo o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), de janeiro a junho a produção diária de petróleo no Brasil foi de 3 milhões de barris de petróleo.


A exportação foi de 1,44 milhão de barris diários. A importação foi de 170 mil barris por dia.

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