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Ibovespa acentua perdas e opera abaixo dos 105 mil pontos; dólar segue acima de R$ 5,70

Investidores seguem atentos aos riscos da nova variante ômicron do coronavírus

No penúltimo pregão antes do Natal, o Ibovespa acentuou perdas, descolando das Bolsas no exterior, que operam com uma leve tendência de alta. Esta quarta-feira (22) tende a ser ser mais uma sessão de volume reduzido de negócios, na qual o mercado brasileiro de ações é influenciado por índices internacionais e também repercute riscos locais. Lá fora, os investidores seguem atentos às consequências da variante ômicron do coronavírus.


Ontem houve um alívio com a percepção de que a nova cepa terá consequências econômicas limitadas, mesmo com o aumento dos casos globais e com mais países anunciando restrições. Nos últimos dias, Alemanha, Escócia, Irlanda, Portugal, Holanda e Coreia voltaram a adotar lockdowns ou outras restrições à atividade.


Nos EUA, o otimismo aumentou depois que o presidente Joe Biden descartou a possibilidade de novos lockdowns, também contribuindo para a melhora no sentimento do mercado. Ele também afirmou que ainda há chances de se chegar a um acordo para que seu plano econômico, intitulado Build Back Better, seja aprovado no Congresso, ainda que menor do que os US$ 2 trilhões previstos atualmente.


Com a agenda interna esvaziada de indicadores, o destaque fica é o Orçamento da União para 2022, aprovado ontem no Congresso. Agora, o PLN 19/2021 segue para sanção presidencial com as modificações aprovadas por deputados federais e senadores.


O salário mínimo previsto para vigorar a partir de 1º de janeiro de 2022 é de R$ 1.210. O programa Auxílio Brasil, que substitui o Bolsa Família, terá R$ 89 bilhões. O fundo eleitoral vai repartir R$ 4,9 bilhões. A área da Saúde terá mais de R$ 147 bilhões e a Educação, mais de R$ 113 bilhões. Os deputados aprovaram a matéria com 358 votos contra 97; os senadores, com 51 votos contra 20.


Às 11h57 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em queda de 1,04%, aos 104.391 pontos. O Ibovespa futuro para fevereiro de 2022 tinha queda de 0,92%, aos 105.670 pontos.

O dólar comercial recuava 0,27%, a R$ 5,723 na compra e R$ 5,723 na venda. O dólar futuro, no contrato com vencimento em janeiro caía 0,37%, a R$ 5,733.


No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 subia dez pontos-base, a 11,50%; DI para janeiro de 2025 subia 13 pontos-base a 10,54%; e o DI para janeiro de 2027 tinha alta de 12 pontos-base, a 10,47%.


Nos Estados Unidos, saiu a terceira revisão do PIB do terceiro trimestre, que passou de de 2,1% (da segunda revisão) para 2,3%.


Em Nova York, as Bolsas abriram em alta: o Dow Jones avançava 0,06%; o S&P 500 subia 0,2%; e a Nasdaq tinha alta de 0,2%.


Na Europa, o indicador de destaque foi o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido, que cresceu 1,1% no terceiro trimestre ante o anterior, segundo a leitura final do dado.


Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam avanço um pouco maior, de 1,3%, mesma porcentagem registrada pela leitura preliminar.


As Bolsas europeias também operam próximas da estabilidade, com o índice pan-europeu Stoxx 600 em alta de 0,38%.


Até os preços do petróleo operam sem uma tendência definida: o barril do Brent tem ligeira queda de 0,07%, a US$ 73,93; o do WTI caia 0,03%, a US$ 71,10.As Bolsas europeias também operam próximas da estabilidade, com o índice pan-europeu Stoxx 600 em alta de 0,38%.


Até os preços do petróleo operam sem uma tendência definida: o barril do Brent tem ligeira queda de 0,07%, a US$ 73,93; o do WTI caia 0,03%, a US$ 71,10.


Fonte: InfoMoney

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