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Importações de petróleo bruto da China diminuem entre janeiro e setembro

As importações de petróleo bruto na China caíram 6,8 por cento nos primeiros nove meses do ano, para 387 milhões de toneladas, de acordo com dados alfandegários citados pela Reuters.


As importações de gás natural, por outro lado, saltaram mais de 22% no período, para 89,85 milhões de toneladas, mostram também os dados.


Só em setembro, as importações de petróleo bruto caíram mais de 15% em relação ao ano anterior. As importações de gás atingiram o nível mais alto desde o início do ano, com 10,62 milhões de toneladas, informou a Reuters também, citando dados oficiais.


“As ambições da China de esfriar os preços das commodities valendo-se de reservas comerciais e estratégicas, combinadas com restrições de energia no setor industrial que cortam a demanda de combustível, afetaram as importações de petróleo bruto”, disse Seng Yick Tee, diretor sênior da SIA Energy, consultoria de petróleo e gás, conforme citado pela Reuters.


Além dos altos – e ainda crescentes – preços do petróleo, as importações do maior comprador mundial de petróleo estrangeiro foram adversamente afetadas por uma repressão à indústria de refino privada chinesa. As investigações por violações da lei ambiental e evasão fiscal foram um passo que Pequim deu para controlar os chamados bules de chá.


Outro foi pedir às grandes petrolíferas estatais que parassem de negociar cotas de importação com os refinadores privados e cortar as cotas de exportação de combustível destes últimos também. As autoridades também aumentaram os impostos sobre os combustíveis para conter o crescimento excessivo da oferta em um mercado já com excesso de oferta.


Enquanto isso, no entanto, a China está lutando para manter as luzes acesas por causa dos preços crescentes do gás natural e dos preços igualmente crescentes do carvão. O país instruiu as concessionárias a fazerem o que for preciso para garantir o fornecimento de matéria-prima de geração de energia suficiente para o inverno e ordenou um aumento imediato na capacidade de produção de carvão.


No início desta semana, Pequim também disse que priorizará a segurança energética sobre os compromissos climáticos, com o premiê Li Keqiang afirmando que o fornecimento estável de energia deve ser a base de qualquer transição para um futuro com menos emissão intensiva.


“A segurança energética deve ser a premissa sobre a qual um sistema moderno de energia é construído, e a capacidade de auto-abastecimento de energia deve ser aumentada”, disse Li no comunicado.



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