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Inflação em 2021: etanol, gasolina e diesel estão entre itens que mais subiram no ano; veja lista

A inflação acumulada este ano até agosto chegou a 5,67% – a maior taxa para o mês desde 2015, segundo dados do IBGE. Alguns itens, no entanto, subiram muito acima dessa taxa. Entre eles, os combustíveis e alguns alimentos.


Muitas coisas influenciam essas altas. No caso dos alimentos, a seca vem pesando sobre os preços – e sugere que novas elevações devem ser sentidas nos próximos meses. A desvalorização do real frente ao dólar também exerce influência, ao tornar mais vantajoso vender para o exterior do que aqui dentro, e reduzindo a oferta aos brasileiros.


Também é o dólar que pesa fortemente sobre os combustíveis uma vez que a política da Petrobras é baseada nos preços internacionais, em dólar.


“O DÓLAR, OS PREÇOS NO MERCADO INTERNACIONAL E O ENCARECIMENTO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS SÃO FATORES QUE INFLUENCIAM OS CUSTOS, O QUE ACABA SENDO REPASSADO AO CONSUMIDOR FINAL”, APONTOU O ANALISTA DA PESQUISA DE PREÇOS DO IBGE, ANDRÉ FILIPE GUEDES ALMEIDA.
“EM OITO MESES, O PREÇO DA GASOLINA SOFREU ALTA EM SETE DELES. SOMENTE EM ABRIL HOUVE QUEDA NO PREÇO DELA, DE 0,44%”, DESTACOU O PESQUISADOR.

A pressão dos preços dos combustíveis tem sido tamanha que, em agosto, o peso do grupo de transportes voltou a superar o da alimentação na composição do IPCA e, por isso, o de maior impacto no orçamento doméstico.


De acordo com o analista da pesquisa, os transportes tiveram o maior peso entre os nove grupos pesquisados entre outubro de 2019 a maio de 2020. Desde então, a alimentação vinha sendo a de maior impacto na inflação, representando 19,97% do IPCA, enquanto os transportes respondiam por 19,85%.


Em agosto, porém, os transportes passaram a responder por 20,87% do IPCA, enquanto a alimentação, 20,83%.


Veja os 50 itens que mais subiram no acumulado do ano

  1. Pepino: 78,51%

  2. Abobrinha: 72,90%

  3. Pimentão: 58,18%

  4. Etanol: 40,75%

  5. Revista: 34,72%

  6. Gasolina: 31,09%

  7. Gás veicular: 30,12%

  8. Óleo diesel: 28,02%

  9. Açúcar refinado: 27,11%

  10. Fubá de milho: 25,05%

  11. Mandioca (aipim): 24,93%

  12. Repolho: 23,82%

  13. Gás de botijão: 23,79%

  14. Melão: 22,14%

  15. Açúcar cristal: 20,15%

  16. Pneu: 19,59%

  17. Mudança: 19,22%

  18. Material hidráulico: 18,57%

  19. Pá: 18,29%

  20. Peixe-cavala: 18,21%

  21. Gás encanado: 17,88%

  22. Filé mignon: 17,72%

  23. Café moído: 17,72%

  24. Manga: 17,66%

  25. Frango em pedaços: 17,09%

  26. Peixe-curimatã: 16,81%

  27. Revestimento de piso e parede: 16,48%

  28. Músculo: 16,36%

  29. Açúcar demerara: 16,05%

  30. Ferragens: 15,87%

  31. Margarina: 15,86%

  32. Esponja de limpeza: 15,41%

  33. Carne de carneiro: 15,39%

  34. Alimento para animais: 15,16%

  35. Videogame (console): 13,99%

  36. Feijão mulatinho: 13,49%

  37. Acém: 13,49%

  38. Feijão-macáçar (mulatinho): 13,44%

  39. Televisor: 13,21%

  40. Patinho: 13,12%

  41. Alface: 12,62%

  42. Joia: 12,60%

  43. Limão: 12,03%

  44. Fígado: 12,00%

  45. Costela: 11,98%

  46. Agasalho feminino: 11,96%

  47. Pão de forma: 11,93%

  48. Leite fermentado: 11,60%

  49. Refrigerador: 11,58%

  50. Serviços de streaming: 11,52%




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