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Novembro inicia com alta de 7,2% no diesel, mesmo com ameaça de greve dos caminhoneiros

Ameaça de greve indeterminada dos caminhoneiros não é suficiente para conter o reajuste no preço do diesel, que se comparado com novembro de 2020, chega a 49 %.


Nem com os caminhoneiros ameaçando greve, foi suficiente para conter a disparada nos preços dos combustíveis, em especial o diesel. O mês de novembro iniciou com o preço médio nacional do diesel comum e S-10, acima de R$ 5,6 nas bombas, uma alta de 7,4% em relação ao fechamento de outubro, é o que aponta o último levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL).


O diesel comum registrou alta de 7,4%, em relação a outubro, sendo comercializado a R$ 5,602. Já o diesel S-10 teve alta de 6,9%, vendido a R$ 5,672. Quando a média é comparada com o valor do fechamento de novembro de 2020, o aumento chega a 49%.

A elevação dos preços refletiu em todas as regiões. O diesel comum teve sua alta mais expressiva na região Sul, com 8,22%. Já o S-10 teve seu maior aumento na região Centro-Oeste, com 7,60%.


Bem como no mês de outubro, a região Norte vem registrando os preços médios mais elevados, com o diesel comum a R$ 5,802, e o S-10 a R$ 5,878. Já os valores mais baixos por litro foram encontrados na região Sul, com o tipo comum comercializado a R$ 5,202 e o tipo S-10, a R$ 5,250.


O Acre continua no topo do ranking nacional do diesel comum e tipo S-10 mais caros, comercializados a R$ 6,280 e R$ 6,275, respectivamente. Assim como no mês de outubro, o Paraná continua com os menores valores registrados pelos postos, a R$ 5,119 o tipo comum, e R$ 5,177 o S-10. O Distrito Federal registrou o maior aumento no diesel, de 9,63%, passando de R$ 5,274 para 5,782.


Nenhuma região do Brasil teve redução no preço do diesel


“Nenhuma região do Brasil teve redução no preço do diesel, tanto no tipo comum como no S-10, segundo o Índice de Preços Ticket Log. Os preços mais vantajosos foram encontrados na região Sul e Norte do país”, explica Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.


O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.


Caminhoneiros ameaçam greve e podem parar a qualquer momento contra o novo aumento do diesel e preços dos combustíveis praticados pela Petrobras


Após mais um aumento no preço do diesel, que sofreu alta média de R$ 0,25 por litro, os caminhoneiros vêm considerando uma nova greve. O objetivo da possível paralisação da categoria é de induzir o governo a baratear o combustível. O presidente do Sindtanque de Minas Gerais, sindicato que representa os transportadores de combustíveis, declarou em entrevista a VEJA, que poderiam ocorrer manifestações a qualquer momento. As lideranças, no entanto, consideram esse movimento ainda pontual.


A demanda dos caminhoneiros, que chegaram a promover uma greve histórica contra os preços do diesel, em 2018, segue-se ainda a constantes reclamações do próprio presidente Bolsonaro sobre o custo dos combustíveis.


Mesmo com o dólar alto os preços dos combustíveis despencaram chegando a custar R$ 1,98 o litro do etanol no início da pandemia, mas não vingou e consumidor sofre com disparadas constantes


O bolso do consumidor, motoristas de táxi e aplicativo têm que lidar com os reajustes constante nos preços dos combustíveis praticado pela Petrobras, mas afinal, como explicar o motivo dos preços do etanol, gasolina e diesel terem despencado no início da pandemia, se o dólar estava extremamente alto?


Em fevereiro de 2020, o início da crise global causada pela pandemia de Covid 19, os valores dos combustíveis em geral despencaram no mundo todo, mas “nem tudo é flores” e depois de maio, voltamos a crescer.


As medidas de isolamento social acarretaram uma drástica diminuição do consumo de combustíveis, tanto para o transporte quanto para a indústria.


Como noticiado na época, o petróleo chegou até ser negociado a valores negativos, pois sem ter onde estocá-lo, muitos investidores preferiram pagar para não receber os barris comprados.


Ou seja, com a gasolina e o diesel bem mais baratos, o álcool teve que baixar de preço também. Na época, O diretor técnico da Unica – União da Indústria de Cana-de-açúcar, informou que o setor acumulou prejuízos chegando a vender o biocombustível abaixo do preço de custo.


Mas não demorou muito para o mercado global se adaptar a nova situação e os preços voltarem a subir mesmo com as ameaças de greve dos caminhoneiros. Com a gasolina e a demanda do etanol em alta, os preços consequentemente aumentaram, e os prejuízos na bomba foram sanados.


Após fidelidade à bandeira nos postos ser liberada, a ANP autorizou no último dia 4, à venda de gasolina e etanol via delivery; medida pode reduzir o preço dos combustíveis e aliviar o bolso do consumidor


Após serem aprovadas em 11 de agosto à venda direta do etanol e o fim da fidelidade à bandeira nos postos de combustíveis, ou seja, que permite que os postos que exibem marcas de uma distribuidora específica possam passar a comercializar combustíveis de outros fornecedores, desde que o consumidor seja informado, chegou a vez da tão prometida venda de gasolina e etanol via delivery serem liberadas pela Agência Nacional de Biocombustíveis, a ANP. Em conjunto, medidas podem se tornar a ‘solução’ para conter e frear o aumento do preço da gasolina, e aliviar o bolso dos consumidores.


Com isso, os postos poderão entregar gasolina comum ou etanol em domicílio. A medida, no entanto, entra em vigor 180 dias após a publicação da resolução no Diário Oficial da União.

Pela norma, a entrega de combustíveis poderá ser feita apenas para entrega de etanol e gasolina ‘tipo C’ (a comum vendida em postos de gasolina). O fornecimento precisa se dar no mesmo município em que o revendedor é autorizado a operar.


Fonte: CPG | Click Petróleo e Gás


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