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Petróleo cai devolvendo ganhos gerados por furacão Ida

Os preços do petróleo perderam força nesta quinta-feira, devolvendo alguns dos recentes ganhos e sob pressão dos sinais de desaceleração do mercado de trabalho dos EUA.


Por volta das 12h45 (horário de Brasília), os futuros do WTI caíam 0,6%, a US$ 72,17 o barril, enquanto os futuros do Brent caíam 0,4%, a US$ 75,15 o barril.


Os futuros da gasolina RBOB dos EUA caíam 1,2%, a US$ 2,1805 o galão.


Os pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram para 332.000 na semana encerrada em 11 de setembro, de acordo com dados divulgados na quinta-feira, sugerindo que a recuperação no mercado de trabalho permanece frágil, com a propagação da variante delta potencialmente representando uma ameaça.


Dito isso, o mercado está apenas marginalmente abaixo das altas de quarta-feira, que foram os níveis mais fortes desde o início de agosto, depois que os estoques de petróleo dos EUA caíram mais de 6 milhões de barris na semana passada para uma mínima de dois anos, com as instalações offshore ainda se recuperando do impacto do furacão Ida.


Quase 30% da produção do Golfo do México permaneceu cortada até quarta-feira, de acordo com o Bureau de Segurança e Fiscalização Ambiental (BSEE, na sigla em inglês).


O petróleo se beneficia também do aumento dos preços de energia na Europa, que dispararam pelos baixos estoques de gás e fornecimento do mesmo menor do que o normal da Rússia.


O Commerzbank prevê o Brent encerrando 2021 a US$ 75 o barril, com modesta queda para US$ 70 o barril em 2022, com possível excesso de oferta no próximo ano se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, a Opep+, seguir seus atuais planos de produção.


A Opep+ concordou no início deste mês em continuar aumentando gradualmente a produção disponível para o mercado global, adicionando mais 400.000 barris por dia de capacidade ociosa neste mês.


Por outro lado, uma oferta adicional pode chegar ao mercado em um futuro próximo, depois que a estatal de petróleo da Líbia, a National Oil Corporation, afirmou que os protestos nos terminais de petróleo de Es Sider e Ras Lanuf, no leste da Líbia, terminaram, permitindo que as operações de exportação de petróleo do país voltem ao normal.

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