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Petróleo fecha em alta de mais de 2%, apoiado por diálogo de Biden e Xi Jinping

O petróleo fechou em alta, nesta sexta-feira, 10. Os contratos foram apoiados pela notícia de um telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da China, Xi Jinping, que conversaram sobre cooperação bilateral.


O petróleo WTI para outubro fechou em alta de 2,23% (US$ 1,58), em US$ 69,72 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançou 2,06% (US$ 1,47), a US$ 72,92 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na comparação semanal, o WTI subiu 0,62% e o Brent, 0,43%.


A Casa Branca informou que Biden e Xi tiveram o segundo telefonema desde que o americano assumiu o posto, em janeiro. A nota do governo americano diz que houve uma “ampla e estratégica discussão”, tratando de temas nos quais os interesses convergem, mas também das diferenças. O Financial Times, por exemplo, informa que o telefonema foi uma tentativa para relançar relações estremecidas, após contatos pouco produtivos entre funcionários menos graduados dos dois governos. A notícia apoiou em parte a tomada de risco, embora sem euforia e com quadro misto nos mercados globais.


A Capital Economics afirma que o petróleo tem oscilado perto da faixa de US$ 70 o barril. Em relatório, a consultoria diz que preocupações sobre a demanda têm impedido ganhos nos preços, enquanto a postura gradual da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) acaba por garantir um piso para os preços.


A Rystad Energy, por sua vez, nota que houve certo “pânico” na quinta-feira com a notícia de que a China liberou algumas reservas para leilão, pressionando os preços. Logo, porém, a calma voltou, com operadores considerando que problemas recentes na oferta dos EUA, após a passagem do furacão Ida pela Costa do Golfo, importante polo produtor da commodity, contrabalançam o quadro.


Ainda no noticiário de hoje, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA subiu 7 na semana, a 401, informou hoje a Baker Hughes. O país se recupera gradualmente dos impactos da passagem do furacão.

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