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Petróleo fecha em alta, de olho em sinais de demanda e problemas na oferta

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira, 28, estendendo ganhos da segunda-feira, 27, com investidores de olho em sinais de demanda global e problemas na oferta. As negociações também foram beneficiadas pelo dólar fraco, que elevou a atratividade da commodity. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio fechou em alta de 0,53% (US$ 0,39), a US$ 73,20 o barril, enquanto o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), registrou alta de 0,49% (US$ 0,38), a US$ 78,14 o barrill. Para o Commerzbank, os preços do petróleo encontraram suporte nesta semana em notícias indicando aquecimento da demanda global e surgimento de problemas na oferta. O banco destaca a suspensão das exportações de petróleo do Iraque para a Turquia, por meio de oleoduto localizado na região do Curdistão. A suspensão foi determinada pela Justiça após reclamação do governo central em Bagdá, que não teria autorizado as operações. O gasoduto curdo tem capacidade de produção diária de 450 mil barris. Nesta terça, a Reuters reportou que a Rússia redirecionou com sucesso todas as exportações de petróleo afetadas pelas sanções ocidentais, embora ainda deva manter o corte na produção de petróleo e gás neste ano. Ao mesmo tempo, a coalizão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não deve ajustar a produção de petróleo na próxima semana, informou a Bloomberg. A Arábia Saudita afirmou publicamente que a aliança deve manter os suprimentos estáveis durante todo o ano de 2023, enquanto navega em uma frágil recuperação na demanda global de petróleo. Além disso, a China deve expandir suas importações de petróleo bruto, aumentando 6,2% em relação ao ano passado, para 540 milhões de toneladas, enquanto o processamento da refinaria avançará 7,8%, para 733 milhões de toneladas, equivalente a 14,66 milhões de barris por dia. A projeção é do Instituto de Pesquisa Econômica e Tecnológica (ETRI) da China National Petroleum Corporation, divulgada nesta terça-feira pela Reuters. Segundo o Commerzbank, os dados confirmam a previsão da Agência Internacional de Energia (AIE) de que a China deve se tornar demandante do petróleo global neste ano. Já o BOK Financial observa que a expectativa de renovação das Reservas Estratégicas dos Estados Unidos também está entre os diversos fatores sustentando a alta do petróleo. O banco avalia que o governo americano deverá iniciar a compra de petróleo bruto para reabastecer a Reserva Estratégica de Petróleo Nacional. Entre 2021 e 2022, o governo federal dos EUA vendeu cerca de 250 milhões de barris para evitar alta acentuada nos preços da gasolina, deixando as reservas no menor nível em quarenta anos, com 372 milhões de barris em estoque. (Estadão Conteúdo)

Autor/Veículo: Investing.com

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