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Petróleo fecha em alta e termina semana com ganhos acumulados de mais de 4,5%

O petróleo terminou mais uma sessão em alta, acumulando ganhos nesta semana, a segunda consecutiva de avanço. Um possível banimento dos europeus ao petróleo russo continua a pressionar o lado da oferta e elevando os preços da commodity. Outra informação que pesou sobre os mercados foi a de que os Estados Unidos planejam comprar petróleo no outono para repor suas reservas estratégicas.

No fim da sessão desta sexta, os preços dos contratos para julho do Brent, a referência global, terminaram o dia em alta de 1,34%, a US$ 112,39 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para junho do WTI, a referência americana, subiram 1,39%, a US$ 109,77 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Na semana, o Brent acumulou ganhos de 4,9%, enquanto o WTI cresceu 4,85%.

Nesta semana, a União Europeia anunciou que desenvolveu um plano para bloquear o petróleo russo. Isso deu espaço para que a commodity avançasse, ainda que haja dúvidas sobre o real impacto à oferta se houver tal banimento. Além disso, informações de que os EUA pretendem comprar petróleo no outono para repor suas reservas também geram temores. Ainda, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) mantiveram nesta semana a expansão de 432 mil barris diários para o mês de junho. O membros da organização, porém, vêm tendo dificuldades de entrar o total da produção projetada.

Para o Commerzbank, já está claro que a produção será expandida em um grau significativamente menor. “A Rússia, por exemplo, deve aumentar sua produção em 114 mil barris para 10,6 milhões de barris por dia, mas a produção de petróleo bruto da Rússia já está abaixo de 10 milhões de barris por dia e provavelmente diminuirá ainda mais nos próximos meses por causa das sanções.”

A Opep pode enfrentar outros problemas, conforme lembra o banco alemão. Um comitê do Senado dos EUA aprovou ontem um projeto de lei que permitiria que o procurador-geral dos EUA entrasse com uma ação no tribunal federal contra a Opep por conluio ilegal de preços. “Para que esse projeto se torne lei, precisaria ser aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e depois assinado pelo presidente. Até agora, isso foi considerado improvável, mas a inflação recorde e as eleições para o Congresso a serem realizadas neste outono aumentam a probabilidade de sua ratificação.” Autor/Veículo: Valor Investe

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