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Petróleo fecha em queda com temor por desaceleração econômica global

O petróleo terminou a sessão desta terça-feira no vermelho, mais um dia de perda para a commodity diante de um dólar forte no exterior (em seu maior patamar em quase 20 anos) e também em meio às preocupações dos investidores acerca do crescimento econômico global.

No fim da sessão, os preços dos contratos para julho do Brent, a referência global, terminaram o dia em queda de 3,28%, a US$ 102,46 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para junho do WTI, a referência americana, recuou 3,23%, a US$ 99,76 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Em relatório mensal, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) estimou que o consumo de petróleo e combustível do país em 2022 deve ficar em 20,5 milhões de barris por dia, abaixo da previsão do último relatório, publicado há um mês, que projetava consumo de 20,6 milhões de barris por dia.

Mas o problema não está só na queda de demanda nos EUA. Como aponta o Commerzbank, em nota diária, “a estrita estratégia de zero covid na China está freando a demanda por petróleo, mesmo que isso ainda não tenha se refletido nos números de importação de petróleo bruto para abril”.

“A maior refinaria da China reduziu significativamente seu processamento de petróleo bruto desde a segunda quinzena de março porque os estoques de combustível aumentaram acentuadamente em meio aos bloqueios por coronavírus. Como resultado, a utilização da refinaria aparentemente diminuiu de mais de 92% para 85%”, ainda segundo o banco alemão. Não bastasse isso, o dólar segue forte no exterior, em seu nível mais alto em quase 20 anos. A moeda americana mais forte penaliza o petróleo porque a commodity é negociada em dólar. Às 16h15, o índice DXY operava em alta de 0,21%, a 103,871 pontos. Autor/Veículo: Valor Investe

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