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Petróleo recua com atualização de previsões da Opep; Putin afirma que barril a US$ 100 é “perfeitame

Os preços do petróleo caíram para abaixo dos US$ 80 na quarta-feira, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo cortou suas previsões para o consumo global de petróleo neste ano devido à onda da variante delta da Covid-19 durante o verão do hemisfério norte.


A Opep manteve a sua previsão de demanda para o próximo ano inalterada, com uma média de 100,8 milhões de barris por dia. Isto representa um aumento de cerca de 4% em relação à média deste ano e implica que a demanda mundial terá mais ou menos voltado à sua trajetória pré-pandemia até o final de 2022.


Por volta das 12h50 (horário de Brasília), os futuros do petróleo dos EUA apresentavam baixa de 0,02%, a US$ 80,62 por barril, após ter recuado para menos de US$ 80. Os futuros do Brent apresentavam queda de 0,1%, a US$ 83,30 por barril.


O mercado está se preparando para os dados semanais de estoques do American Petroleum Institute um dia após o normal devido ao feriado de Columbus Day. Espera-se um aumento marginal de pouco mais de 100.000 barris nos dados do governo, que estão agendados para divulgação na quinta-feira.


A Opep não foi de forma alguma bearish; ela disse que a oferta fora do bloco tinha sido restringida por mais tempo que o esperado, reduzindo sua estimativa de fornecimento médio 2021 de países não membros da Opep em 210.000 barris por dia, principalmente devido às interrupções na sequência do furacão Ida.


As reduções na oferta fora do bloco aumentam a necessidade de a Opep – que controla a maior parte da capacidade não utilizada a nível mundial – incrementar a produção. A Opep estimou o “compra” da sua produção em 29,36 milhões de barris por dia no quarto trimestre, mais de 1 milhões de barris/dia acima do que o bloco programa produzir até o final de dezembro pelo seu plano de aumento gradual da produção.


Ao mesmo tempo, o presidente russo Vladimir Putin alertou novamente que preços de petróleo na casa dos US$ 100/barril são “perfeitamente possíveis” devido ao subinvestimento anterior, que ele afirma ser resultado de escolhas políticas mal orientadas por parte dos países ocidentais.


Seus comentários são eco de um alerta da International Energy Agency no início da quarta-feira, que afirmou no seu anual World Energy Outlook que o mundo não está investindo o suficiente nos combustíveis fósseis para evitar uma nova interrupção dos mercados como a desse ano. Contudo, a IEA estava mais preocupada com a incapacidade simultânea de se investir o suficiente em energias renováveis a fim de atingir os objetivos do Acordo de Paris sobre o Clima.


Putin repetiu que a Rússia está pronta para injetar mais gás para a Europa, mas fez um novo apelo ao bloco para se comprometer com novos contratos de longo prazo com a Gazprom (MCX:GAZP), ressaltando com satisfação que a situação atual nos mercados europeus do gás é o resultado da dependência excessiva dos mercados spot.

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