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Petrobras diz que governo negou que haja estudos sobre privatização

A Petrobras (PETR4) disse nesta sexta-feira (5) que o governo negou que haja estudos sobre a privatização da estatal, ao contrário do que foi dito pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 27.


A empresa informou que consultou a União, que é o acionista controlador, sobre a existência de informações que devessem ser divulgados ao mercado.


Segundo a companhia, o Ministério das Minas e Energia respondeu à consulta afirmando não ter conhecimento da existência de qualquer decisão, ato ou fato relevante da União que deva ser comunicado à Petrobras para subsequente divulgação ao mercado.


Já o Ministério da Economia encaminhou comunicação formal informando não haver fato relevante a ser comunicado ao mercado pela União neste momento ou recomendação de inclusão da desestatização da Petrobras no Programa de Parcerias de Investimentos.


De acordo com a Petrobras, a Pasta comandada pelo ministro Paulo Guedes disse ainda que não há estudos ou avaliações em curso que tratem do tema no âmbito da Secretária Especial do Programa de Parcerias de Investimentos do Ministério da Economia.


Entenda

Pressionado pela alta do preço dos combustíveis, Bolsonaro falou que pediu ao ministro da Economia um estudo sobre a possível privatização da Petrobras. A desestatização da companha seria uma solução para a pressão sofrida pelo Executivo, na avaliação do presidente.


“Eu no passado, bem lá atrás, eu era contra privatizações, eu mudei bastante. Hoje em dia, falei com o Paulo Guedes, vamos começar a estudar esse negócio”, disse. Na ocasião, as ações da Petrobras subiram com a especulação sobre o futuro da companhia.


Bolsonaro reclamou que só serve “para levar pancada” por causa da Petrobras, em referência às críticas feitas ao governo pela escalada dos preços dos combustíveis, e disse que por isso defende o fim do monopólio da estatal.


No dia 20, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo administrativo sobre a Petrobras, sem informar o motivo, após declarações de Bolsonaro e de Guedes sobre a privatização da empresa.


Veja o comunicado da empresa:




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