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Preços do petróleo atingem máxima de sete anos com fim das esperanças de liberação da REP

Os preços do petróleo atingiram US$ 80 por barril nos EUA pela primeira vez desde 2014 na sexta-feira, um dia depois de o Departamento de Energia minimizar rumores de que considerava vender barris da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA.


O Departamento disse na quinta-feira que não tem “planos de atuar neste momento”, mas pareceu deixar a porta aberta para a ação, dizendo que “todas as ferramentas são sempre consideradas para proteger o povo americano”.


Por volta das 13h05 (horário de Brasília), os futuros do petróleo WTI estavam um pouco abaixo da sua máxima intradia, porém ainda com alta de 1,6%, a US$ 79,56 por barril. Os futuros do Brent apresentavam alta de 1,1%, a US$ 82,89 por barril. Os futuros da gasolina RBOB também alcançaram o nível máximo em sete anos e tinham alta de 1,3% a US$ 2,3645 por galão.


O mercado não foi abalado pelo relatório do mercado de trabalho dos EUA mais cedo, que mostrou que a geração de empregos avançou mais lentamente do que o esperado no mês, até meados de setembro. A economia dos EUA adicionou apenas 194.000 empregos no mês, bem abaixo dos 500.000 postos esperados. No entanto, o decepcionante número de agosto, de 235.000, foi revisado em mais de 130.000 para cima.


O Departamento também optou por não confirmar outro rumor que circulava mais cedo na semana, ou seja, que está considerando reintroduzir a proibição de exportações de petróleo bruto a partir do mercado norte-americano a fim de corrigir o equilíbrio entre oferta e demanda. A proibição tinha sido suspensa pelo presidente Donald Trump, depois de ter sido aplicada desde os choques do petróleo da década de 1970.


Embora os preços do petróleo geralmente definam a tendência para outros combustíveis no mercado global, a situação hoje está invertida, pois a escassez de gás natural e de carvão – especialmente nos mercados asiáticos – gera uma oportunidade rara para os produtores de eletricidade a petróleo.


Os preços do gás natural nos EUA devem alcançar a oitava semana seguida de aumentos, acumulando alta de 49%. Os futuros estavam desalinhados de suas máximas no início do pregão, entretanto, tinham queda de 0,4% no dia, a US$ 5,65 por milhão de BTUs. A título de comparação, a Reuters informou que os preços médios das cargas de GNL entregues na Ásia no próximo mês estão cotados em cerca de US$ 37 por mmBtu.


A demanda por combustível para motores também permanece forte à medida que a onda global da variante delta da Covid-19 recua, permitindo a reabertura de grandes economias consumidoras de energia no sul e sudeste da Ásia.


Louise Dickson, analista da Rystad Energy, observou que o mercado não precisa estar tão apertado quanto está, já que a Opep e os seus aliados ainda têm uma ociosidade de 8,6 milhões de barris por dia de capacidade de produção de petróleo bruto.


“O grupo parece estar feliz com os preços mais altos, pelo menos no curtíssimo prazo, privando o mercado da única gordura que existe no abastecimento”, afirmou Dickson num relatório aos clientes. “A Opep+ controla mais de 95% da capacidade global não utilizada de petróleo bruto e não existem outras fontes para trazer mais equilíbrio ao mercado”.


No final da sexta-feira, a contagem de plataformas semanal da Baker Hughes vai mostrar até que ponto as empresas dos EUA estão reagindo ao aumento dos preços através do aumento da perfuração.

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