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Preços do petróleo fecham em alta, mas têm maior queda semanal desde novembro

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (11), mas registraram o declínio semanal mais acentuado desde novembro, com traders avaliando possíveis melhorias nas perspectivas de oferta que foram perturbadas pela invasão russa à Ucrânia.

As cotações dispararam desde a invasão, que o governo russo chama de "operação militar especial". Nesta semana, os futuros dos benchmarks de petróleo atingiram seus níveis mais altos desde 2008 e depois recuaram acentuadamente, já que alguns países produtores sinalizaram que podem aumentar a oferta.

Nesta sexta-feira, as preocupações com a oferta cresceram quando as negociações para reviver o acordo nuclear de 2015 com o Irã enfrentaram a ameaça de colapso depois que uma demanda russa de última hora forçou as potências mundiais a interromper as negociações.

O petróleo Brent avançou 3,34 dólares, ou 3,1%, fechando a 112,67 dólares o barril, após atingir 107,13 dólares na mínima da sessão. O petróleo dos EUA (WTI) subiu 3,31 dólares, ou 3,1%, para fechar a 109,33 dólares o barril, longe da mínima da sessão de 104,48 dólares.

"A pausa nas negociações com o Irã é um fator de apoio aos mercados", disse o analista do UBS Giovanni Staunovo, acrescentando que "os agentes do mercado agora acompanharão de perto os dados de exportação da Rússia para ter uma noção do quanto (de oferta) foi interrompido".

O Brent, que subiu mais de 20% na semana passada, caiu 4,8% nesta semana, depois de atingir 139,13 dólares na segunda-feira. O petróleo dos EUA registrou uma queda semanal de 5,7% após alcançar uma máxima de 130,50 dólares na segunda-feira (7). Ambos os contratos atingiram esses picos de preços pela última vez em 2008.

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