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Preços do petróleo recuam para mínima de 3 semanas com liberação de reservas de países

Os contratos futuros de petróleo caíram acentuadamente nesta quarta-feira (6), depois que grandes países consumidores disseram que liberariam óleo de suas reservas para conter o aperto na oferta e diante da intenção do banco central dos Estados Unidos de aumentar as taxas de juros do país, que impulsionou o dólar.

As vendas aceleraram no fechamento, deixando ambos os benchmarks Brent e WTI em seus menores níveis de fechamento desde 16 de março.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$ 5,57, ou 5,2%, a US$ 101,07 o barril, enquanto o petróleo dos EUA caiu US$ 5,73, ou 5,6%, para US$ 96,23 o barril.

Os estados membros da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) liberarão 120 milhões de barris de reservas estratégicas para tentar conter os ganhos de preços. A liberação incluirá 60 milhões dos Estados Unidos, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto.

Esse compromisso faz parte do anúncio anterior dos EUA de uma liberação de reservas de 180 milhões de barris.

Esta é a segunda vez que a IEA libera reservas este ano e efetivamente aumenta a oferta mundial em cerca de 2 milhões de barris por dia pelo menos nos próximos dois meses, enquanto o mundo tenta superar a potencial perda de petróleo russo. O grupo tem coletivamente cerca de 1,5 bilhão de barris em reservas estratégicas.

Os mercados de petróleo passaram por semanas de volatilidade, com os preços subindo diante de preocupações com a oferta após a invasão da Ucrânia pela Rússia e subsequentes sanções a Moscou pelos Estados Unidos e seus aliados.

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